
Controle térmico eficaz com aquecimento por infravermelhos
Se realmente quisermos diminuir a pegada de carbono das fábricas de semicondutores, precisamos parar de depender daqueles antigos aquecedores resistentivos. A solução é adotar sistemas de iluminação por infravermelhos, pois eles aquecem diretamente a placa sem desperdiçar energia para aquecer tudo ao redor dela.
Mas existe um problema: o aquecimento por infravermelhos é muito rápido. Se as medições de temperatura não conseguirem acompanhar essa velocidade, os substratos serão danificados.
O problema do atraso nas medições
Os termopares padrão costumam ser muito lentos. Nesse contexto, um atraso de três segundos não é apenas um pequeno problema – é motivo suficiente para estragar todo um lote de placas.
Para resolver isso, usamos termopares de alta sensibilidade. Ao manter a massa térmica baixa, o sensor consegue indicar exatamente o que está acontecendo na superfície, em vez de apenas indicar a temperatura do próprio sensor.
Lidando com ruídos e falhas
As ferramentas utilizadas na produção de semicondutores geram muitos ruídos elétricos. Esses ruídos podem afetar os sinais elétricos, o que é um grande problema. Por isso, usamos cabos blindados para evitar essas interferências.
Além disso, os termopares do tipo K são comuns, mas tendem a falhar quando submetidos a ciclos constantes entre a temperatura ambiente e 800°C. É por isso que preferimos termopares do tipo N ou R – eles resistem melhor a esses ciclos repetidos.
A realidade da “Fábrica Verde”
Para alcançar uma fábrica mais eficiente e “verde”, é preciso ter tolerâncias mais precisas. Assim, economizamos energia, mas perdemos um pouco da simplicidade dos métodos tradicionais.
Esses sensores de precisão são frágeis. Um movimento imprudente durante a substituição da lâmpada pode danificar o sensor. Isso faz com que o sistema PID funcione mal.
A localização do sensor também é importante. Se ele estiver muito distante da fonte de calor, você estará medindo apenas o ar ao redor. É preciso colocá-lo perto da fonte de calor, mas, ao mesmo tempo, manter os fios fora do feixe de luz. Caso contrário, haverá aquecimento indesejado, e as medições serão imprecisas.
Além disso, o sistema de refrigeração precisa ser eficiente. Se o gabinete começar a absorver calor, o sensor continuará indicando que está quente, mesmo que não haja placas lá dentro. Tudo depende de equilibrar a densidade de calor.